sábado, 6 de fevereiro de 2016

Ajuda da medicação...?

Ao contrário do que possam pensar, não piorei nem estou caída a um canto. As coisas têm estado a correr bem, dentro do minimamente aceitável. Estou a levar um estilo de vida que se pode considerar normal.

A medicação ajuda muito, sim. Muitas melhorias na minha vida.

Mas não, não voltou nem de longe àquilo que era.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Rage

Não tinha um acesso de raiva há muito tempo. Não sei o que se passou ao certo, mas ainda bem que consegui controlar. A minha vontade era empurrar a mesa onde estávamos sentados contra a pessoa em questão e perguntar-lhe se se importava de calar ou preferia levar um murro nas trombas. Até pesquisava um bocado para perceber ao certo o que despoleta estes picos de raiva, mas tenho um artigo para escrever. Só achei que a escrita aqui era muito mais fácil por isso vim gastar tempo.

Beijinhos e abraços.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Pesadelos

Retiro algumas coisas que disse nos últimos dias. Os pesadelos não param. Os pesadelos continuam. E aparecem quando menos espero. Continuo a ser atormentada com pessoas que odeio a matar as pessoas que mais amo. Pessoas que odeio a roubar-me e a "converter" as pessoas que mais amo, a levá-las a revoltar-se contra mim.

Chega a ser irónico isso acontecer, quando uma das pessoas que mais amo está nesses momentos a dormir em paz mesmo ao meu lado, e eu já tenho um nível de confiança que me deveria garantir a mim e ao meu subconsciente que ele não vai a lado nenhum, ninguém lhe vai fazer mal, e nunca vai deixar de gostar de mim por mandamento de outra pessoa.

Sinto-me como o Scott Pilgrim a lutar contra os 7 evil EXs da Ramona Flowers, e às vezes preciso que seja ela a lutar por mim porque é demasiado para eu conseguir.

Mas metáforas à parte, falar do drama da minha vida amorosa parece um bocadinho greedy para esta plateia. A questão é que este é um dos pilares fundamentais da minha vida, e a dor que já causou em tão pouco tempo põe em causa o meu bem-estar físico e consequentemente o meu tratamento. E mesmo quando acordo e não me lembro exactamente do que sonhei, como aconteceu hoje, a dor está lá, e magoa... magoa tanto. E aposto que também o magoa a ele por me ver assim, mesmo sabendo que ultimamente já tenho sentido a certeza de que a culpa desta dor, de facto, não é dele.

sábado, 16 de janeiro de 2016

É estranho

Começo a achar que tudo isto é o produto de um esgotamento ao fim de 10 anos de crescimento em que fui forçada a ser mãe, irmã, mulher, dona de casa, e adulta. Ao longo de 10 anos ganhei quase todas as ferramentas que uma pessoa precisa para fazer uma vida... mas perdi as que já tinha. Confiança, segurança, capacidade de saber o que fazer e quando o fazer.

E por isso acho muito estranho estar a ser capaz de lidar com todos os aspectos da minha vida tão bem. Não me sinto assim tão controlada há muito tempo. Tenho medo que esta estabilidade desapareça de um momento para o outro, como acontece sempre que tudo está a correr bem. Não sei se estou com sorte ou se realmente o tratamento recomeçou a funcionar, mas gostava de poder ficar descansada quanto a isto. Ansiedade, um bocadinho, mas sob controlo e sem medicação.

I'm proud of myself.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Comprimidos

Gosto muito de vocês mas gostava que fossem menos, mais baratos, e que não precisasse de ir ao médico pedir papéis para vos ter.

Vamos focar-nos no positivo

O que diz no título. Cenas positivas.

3 aspectos fundamentais da minha vida, os pilares:

Família
Está tudo uma merda. Não me sinto aceite, embora saiba que nem tudo é assim tão mau, tendo em conta que tenho o meu cantinho, o meu quarto no meu apartamento partilhado, e tenho o meu gato comigo. O meu pai continua sem compreender a doença ano e tal depois. Percebe, mas não compreende. O meu irmão, das duas uma: ou sai igual ao meu pai ou se revolta contra tudo e todos. E não há nada que possa fazer para contrariar isso, visto que sair de casa não foi suficientemente drástico.

Amores
Tenho uma pessoa que me compreende, que tem paciência para os meus dramas de doente e para os meus dramas de comum mortal. Foi difícil, tive de lutar, esperar, sofrer. Mas que está a valer a pena, isso está. Ele não é perfeito, pelo contrário, como lhe disse uma vez, tem mais defeitos do que muita gente que conheço. A forma como ele luta contra eles e os consegue vencer é o que faz dele perfeito.

Estudos
Acabei a recolha de dados do laboratório, agora é escrever e ler muitos artigos. Não me lembro se alguma vez cheguei a falar disto aqui, mas estou a trabalhar em colaboração com o pessoal da Psicologia. Acho que é a porta para aquilo que de momento mais quero estudar, que são as doenças mentais. Também me inscrevi num exame para fazer melhoria. Apesar de nos últimos tempos sentir que a memória, concentração e atenção pioraram drasticamente, fazer os testes de Stroop, Rey Complex Figure, Digit Span, etc, e saber que estou no percentil mais alto deles todos embora tenha esta doença foi fantástico. Foi o boost que precisava para voltar a estudar com confiança. Também vou começar a trabalhar em coisinhas simples, part-time, e ganhar uns trocos. Estou a fazer formação ainda, mas com tempo lá vamos.

E é isto.

Quanto à doença, está estável. Não gosto de deitar foguetes antes da festa, mas gosto de registar os momentos em que me sinto bem, e de momento sinto-me bem. Sem pesadelos excessivos (finalmente), sem dramas constantes nem problemas contínuos.

20+10mg paroxetina, 10+10mg propanolol, 1000mg lítio, um victan e um cigarrinho ocasionalmente.

A vossa,
Mirabelle Scaffold