Hoje estou demasiado cansada para escrever muito, por isso vim aqui apenas fazer um apelo.
Se sabem quem eu sou, por favor preservem o meu anonimato. Eu uso um nome pelo qual algumas pessoas me conhecem, Mirabelle Scaffold, e dou nomes fictícios a todas as pessoas que refiro aqui. Por favor preservem esse direito que tenho eu e têm as pessoas que de alguma maneira vêm aqui parar.
Se me conhecem a mim e à minha situação, por favor não me confrontem com o que escrevo aqui, e não divulguem. Como já disse há uns dias, este blog está a ser como uma terapia para mim, e eu sou uma daquelas pessoas que tem dificuldades em falar deste tipo de coisas frente a frente com pessoas que conhece. O que eu digo aqui é para ficar aqui, neste "anonimato", e só deve ser usado em casos extremos, por exemplo de internamento psiquiátrico, aos quais espero nunca chegar.
Foi por isso que vim para a internet falar da minha vida. Aqui, (quase) ninguém me conhece, e mesmo que me conheçam não tenho de falar frente a frente com ninguém, sejam amigos, familiares, psicólogos, psiquiatras, ninguém. Posso estar à vontade para dizer absolutamente tudo o que me vai na alma, contar todos os meus problemas, confiar que quem quer que esteja a ler isto vai manter confidencialidade, seja por não me conhecer, seja por querer o meu bem e as minhas melhoras.
Apelo feito, despeço-me por hoje com um excerto do livro que ando a ler, que se adequa precisamente ao dia de hoje:
"I climbed the stairs to my apartment, lay down in my new bed and turned off the light. I waited to start crying or worrying, since that's what usually happened to me with the lights off, but I actually felt OK. I felt fine. I felt the early symptoms of contentment." - Elizabeth Gilbert, in Eat, Pray, Love
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