Aviso: este post contém linguagem possivelmente chocante para pessoas sensíveis, lá para o fim, e emoções fortes ao longo do texto que podem incluir choradeiras, soluços, ou lagriminhas no canto do olho. Mas isso é da minha parte, claro, eu é que atirei para aqui as minhas entranhas e expus tudo ao povo da internet. Ignorem isso.
Senti a necessidade de vir aqui agradecer a algumas pessoas que se revelaram verdadeiros amigos nesta fase por que estou a passar. Não só agora, mas especialmente agora. Agora que estou a precisar.
Como já disse anteriormente, vou usar nomes fictícios, porque tenho o dever de proteger a identidade deles. Não, não são o Bruce Wayne nem o Clark Kent. Mas são pessoas quase tão fantásticas como eles.
Duvido que venham ler isto, mas se/quando lerem, sei que vão saber que é a eles que me refiro.
À "Mafalda", porque sei que me percebe em todos os aspectos, obrigada.
Porque te lembras de mim do nada, a meio da época de exames, e páras de estudar para perguntar como estou.
Porque quando estou lixada com um professor quando saímos da aula meia hora depois do fim, de noite, me dizes "olha, que se foda". E isso alivia tanto a pressão.
Porque já passaste por quase o mesmo que eu passei, e sabes como isto é, sabes dar os melhores conselhos quanto a estas coisas.
Porque da última vez que falei contigo despediste-te com um "sempre que precisares de alguma coisa estou aqui, sim?", e isso soube mesmo mesmo bem. Obrigada.
À "Raquel", porque não preciso de dizer nada para ela perceber que preciso de um abraço, obrigada.
Porque quando mesmo eu não sei porque estou a chorar, tu sabes e dizes-me.
Porque és a única que me liga a horas inconvenientes para me falar de gajos, e para perguntar quantas colheres de açúcar levam as panquecas.
Porque já combinámos que mesmo que as coisas dessem para o torto entre nós, tudo o que sabemos uma da outra é confidencial e não vai a lado nenhum.
Ao idiota que se absteve de me fornecer um nome porque "lol, sei lá, mete o que quiseres", obrigada. Porque quando a minha cadela morreu naquele fatídico dia do teste de física e eu me senti morta por dentro, começaste imediatamente a mandar-me vídeos de gatos estúpidos sem ser preciso dizer nada, e só paraste quando eu estava bem.
Porque me chamaste maluca quando te disse que fui parar à psiquiatria, e depois me chamaste drogada quando te disse que ia começar a tomar os antidepressivos outra vez. E ainda hoje continuas a gozar com isso, e eu agradeço, porque não eras tu se não o fizesses.
Porque continuas a gozar comigo todos os dias por ser vegetariana e não acreditas que sou doida o suficiente para nunca mais comer carne na minha vida.
Porque me chamaste maluca quando te disse que fui parar à psiquiatria, e depois me chamaste drogada quando te disse que ia começar a tomar os antidepressivos outra vez. E ainda hoje continuas a gozar com isso, e eu agradeço, porque não eras tu se não o fizesses.
Porque continuas a gozar comigo todos os dias por ser vegetariana e não acreditas que sou doida o suficiente para nunca mais comer carne na minha vida.
Porque falas comigo todos os dias, nem que seja para pedir que te resolva o exercício 2.14 para depois descobrires que afinal querias o 2.13.
Porque vais para a biblioteca fazer-me companhia quando te peço, mesmo sabendo que não vou estudar nada e não te vou deixar estudar.
Por tudo aquilo que me estou a esquecer mas me vou lembrar assim que publicar isto, obrigada.
Obrigada por tudo.
E finalmente, à pessoa que mais me mandou abaixo em 2013, que mais me desiludiu, que fez insinuações em frente a toda a gente em vez de me dizer o que queria dizer na cara, que nunca se abriu comigo, que num dos meus momentos mais frágeis em vez de me apoiar falou de uma "linda" amiguinha que, coitadinha, estava a passar pelo mesmo que eu, e merecia toda a atenção dela enquanto eu não mereci nada, nem um "estás bem?", nem um "estou aqui se precisares". Só te agradeço por não me fazeres perder mais tempo contigo.
A ti, estimo bem que te fodas.
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